top of page

Amor e Casamento: Uma parceria difícil?

10 de jun.
1 min de leitura

Vivemos em busca do amor romântico. Crescemos ouvindo histórias sobre almas gêmeas, encontros perfeitos e a promessa do "felizes para sempre". Herdamos a crença de que existe alguém capaz de nos completar e preencher nossos vazios.


Essa ideia encontra eco no mito narrado por Platão, segundo o qual passamos a vida procurando nossa outra metade. Mas talvez o amor não aconteça entre duas metades.

Talvez ele só seja possível entre duas pessoas inteiras.



Grande parte do sofrimento nos relacionamentos nasce da expectativa de fusão: esperamos que o outro pense como nós, compreenda nossas necessidades sem que precisemos expressá-las e corresponda às nossas idealizações. Quando isso não acontece, acreditamos que o amor falhou.


No entanto, relacionamentos reais começam justamente quando abandonamos a fantasia da perfeição. Amar não significa tornar-se um só. Significa construir uma parceria entre duas individualidades que permanecem diferentes, mas escolhem compartilhar a vida.


O desafio do casamento não é eliminar as diferenças, mas aprender a conviver com elas. A verdadeira intimidade não nasce da fusão, e sim do encontro entre duas pessoas capazes de preservar sua identidade sem abrir mão do vínculo.


Talvez o amor não seja o encontro de duas metades destinadas uma à outra, mas a escolha cotidiana de construir uma relação possível, real e profundamente humana.


Somente quando abandonamos a fantasia da fusão é que se torna possível termos relações reais.





bottom of page